FAZER-AGIR-DANÇA-MÚSICA: Linhas de escuta, presenças próximas e performance desprotegida

  • Maria Alice Poppe
  • Tato Taborda

Resumo

O denso cubo da sala, as linhas das tábuas, os olhares inquietos, os corpos dispostos, as paredes longas, sons reverberantes, traços invisíveis latejam o gesto ramificado de um dançar-tocar porvir. O chão de madeira liso por onde polvilham em sobreposição os pés de tantas danças, chama a gravidade, perturba o olhar e clama por seu desaparecimento. O espaço da performance é esburacado, vazado ao fora, acusticamente transparente1. Nele, quatro janelas dispostas simetricamente são como dois pares de orelhas retangulares nas laterais. Frestas, rasgos de uma arquitetura sem pálpebras, por onde escorrem sala adentro sons e imagens do entorno, da rua, da cidade.

Publicado
2018-01-16
Como Citar
Poppe, M. A., & Taborda, T. (2018). FAZER-AGIR-DANÇA-MÚSICA: Linhas de escuta, presenças próximas e performance desprotegida. Cadernos Deligny, 1(1), 7. Recuperado de https://cadernosdeligny.jur.puc-rio.br/index.php/CadernosDeligny/article/view/31
Seção
Artigos